Crianças Invisíveis...
Faltou falar sobre elas (invisíveis?). Pois é, gostei desse filme também. Na verdade, filmes. Dois deles me tocaram de modo especial, o de Spike Lee e o dos Scott (Ridley e Jordan). Gosto da cumplicidade que Spike filma seus personagens, a gente assite o drama familiar de um casal e uma filha. Os dois escondendo da filha os seus respectivos vícios em heróina e mais, a soropositividade de ambos e da própria filha. Não precisa falar as condições de vida daquele trio. Bairro de suburbio de NY, ele: ex-combatente do Iraque Vol.1 e ela: descendente de imigrantes da américa latina. Mas o que me chamou a atenção foi como o amor(?) surge também debaixo de tanta fumaça e dor. Quando a filha chega em casa após uma briga na escola, flagra os pais se mutilando com palavras sobre o vírus da AIDS. "Foi você que me infectou e eu infectei ela". Estava ali a verdade que ao ser ouvida pela filha que apenas olha, possibilita que um abraço e ternura possa brotar. Enfim...

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